
Todos os dias,
morrer e renascer.
A cada instante,
a sabedoria restante
de ser e resplandecer.
Nada mais a fazer.
Contemplar, sentir, escolher,
com a calma sobrevivente,
como numa dança,
como folhas ao vento.
E assim, no contratempo,
enraizar e desabrochar,
no encantamento
do momento
que passa
e descompassa
ao nos levar.
